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06 de Maio 2022

408 mulheres vítimas de cancro do ovário

Dia Mundial do Cancro do Ovário assinala-se a 8 de maio. Vídeo de sensibilização alerta para doença, que é a mais letal dos cancros ginecológicos.

Em 2020 foram diagnosticados 561 novos casos de cancro do ovário em mulheres portuguesas (dados Globocan). Mas a inexistência de um método de rastreio eficaz e uma sintomatologia facilmente confundida com outras doenças fazem com que o cancro do ovário seja o mais mortal dos cancros ginecológicos, apesar do número não ser tão elevado como outras neoplasias que afetam as mulheres, como por exemplo o cancro do colo do útero (1.238 casos).

No mesmo período morreram por esta doença 408 mulheres. E a nível europeu esta é a quinta causa de morte por cancro nas mulheres, a seguir aos tumores da mama, pulmão, coloretal e pâncreas.

A propósito do Dia Mundial do Cancro do Ovário, que se assinala a 8 de maio, o Serviço de Ginecologia do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO Lisboa), em colaboração com a Clínica de Risco Familiar, elaborou um vídeo de sensibilização sobre esta doença, destinado à população em geral, que pode ser visto aqui.

 

E no dia 9 de maio tem lugar no Instituto uma formação sobre Cancro Hereditário do Ovário, destinada a especialistas e internos de Medicina Geral e Familiar (MGF) e de Ginecologia/Obstetrícia.

 

Detetado em fase avançada

 

Queixas como obstipação, distensão abdominal, sensação de inchaço, enfartamento, menor tolerância ao esforço e perda de peso são sintomas pouco específicos e que podem ser atribuídos a doenças benignas ou malignas. O atraso no diagnóstico leva a que a doença seja detetada em fases mais avançadas em cerca de dois terços das mulheres com cancro no ovário, o que tem impacto no prognóstico e na sobrevida das doentes.

 

A idade (a maioria destes cancros são detetados em mulheres acima dos 55 anos), a obesidade, ou o facto de nunca ter engravidado ou ter tido gravidezes tardias são considerados como fatores de risco. Mas 10% dos casos de cancro do ovário são hereditários. Ou seja, ocorrem em mulheres portadoras de mutações nos genes BRCA1 (44% a 49% de risco de contraírem a doença) e BRCA2 (17% a 21%). E nestes casos os tumores surgem em doentes mais jovens.