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14 de Junho 2022

Diferentes motivos para doar sangue

Dia Mundial do Dador de Sangue assinala-se a 14 de junho. IPO Lisboa recebeu 2285 doações, de 2616 dadores inscritos, entre janeiro e maio de 2022.

São vários os motivos que levam os dadores de sangue ao Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO Lisboa). Há quem venha por ter tido familiares doentes, outros ou por considerarem que se trata de um dever cívico. Entre janeiro e maio de 2022, o Serviço de Imunohemoterapia do Instituto contou com 2616 dadores de sangue inscritos. Destes, 2285 concretizaram a doação.

Luís Rodrigues é dador de plaquetas (aferese) há mais de 20 anos, desde 2000. De dois em dois meses desloca-se ao IPO Lisboa para realizar as suas dádivas que já ajudaram tratar inúmeros doentes. “É uma questão de hábito”, conta, considerando o gesto como um “dever cívico”. “É uma ação que não envolve muito tempo, e que pode facilitar a vida a muita gente” remata.

 

A 14 de junho celebra-se o Dia Mundial do Dador de Sangue. O IPO Lisboa assinala a data simbolicamente, com a entrega de um postal de agradecimento, acompanhado de três chocolates da marca Melgão Cacau e Chocolates, a todos os que se deslocarem para fazer a sua doação de sangue e/ou plaquetas.

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Um dos dadores já contemplados pela oferta é Nuno Gonçalves. Dador há tantos anos que nem se lembra quando começou, mas o motivo sim. “Vi na televisão que precisavam de sangue e cheguei à conclusão que era altura de dar”, explica. Dador frequente, revela que mal recebe a mensagem agenda logo a próxima doação e para aqueles que ainda não o fazem deixa a mensagem: “Não dói nada”.

 

De acordo com a médica Dialina Brilhante, diretora do Serviço de Imunohemoterapia, até final de maio deste ano, o que foi colhido representou “cerca de 62% dos componentes transfundidos”. Ou seja, que foram administrados a doentes do IPO Lisboa.

No total, acrescenta a especialista, foram transfundidas 5593 unidades a 1347 doentes, um terço dos quais são pessoas tratadas em ambulatório no Hospital de Dia de Transfusão.

 

Aguardar pela maioridade

 

Beatriz Coelho teve de esperar pelos 18 anos para poder dar sangue. Começou a fazê-lo em setembro de 2021. “É uma coisa que eu sempre quis fazer. Já tive familiares com doença oncológica, sei que as pessoas precisam”, adianta. No seu entender, a sensibilização junto dos mais jovens para a doação de sangue “não é suficiente”, apesar de ter amigos que o começaram a fazer pelo seu exemplo.

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Foi para ajudar um familiar do marido de uma colega de trabalho que Gonçalo Lagos se tornou dador do IPO Lisboa há dois anos. Primeiro, como dador de sangue. Depois, também como dador de plaquetas. Defende a necessidade de se sensibilizar a população para a doação de sangue. “É algo que não custa nada. Quando venho agendo logo a próxima doação. Se (as pessoas) tiverem o cuidado de marcar é um compromisso que fica”, alega.

 

Até maio, o Instituto colheu 2212 unidades de sangue total e 325 unidades de plaquetas, plasma ou glóbulos vermelhos por aferese, uma técnica que permite a separação dos diferentes componentes sanguíneos. Neste caso, à medida que o sangue é colhido, removem-se as plaquetas ou o plasma e os restantes componentes do sangue são devolvidos ao dador.

Já João Silva é profissional de Saúde e por isso sabe “da escassez” das reservas de sangue. Começou “há uns anitos”, com uns colegas, a ser dador. “É deveras importante”, considera, destacando que como o seu grupo sanguíneo é 0RH+, “dá para todos”.

 

Cada dádiva de sangue pode ajudar a salvar até três vidas. No IPO Lisboa são tratados doentes – adultos, jovens e crianças – com cancro, que precisam de transfusões devido à sua doença ou ao seu tratamento (cirurgia, quimioterapia, radioterapia, transplante de medula).

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Para saber mais sobre a doação de sangue consulte a página do IPO Lisboa “Seja dador de Sangue”. Se pretender agendar uma dádiva pode fazê-lo através do formulário eletrónico que o Instituto disponibiliza no site da Internet.