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03 de Agosto 2021

Dia Mundial do Cancro do Pulmão

Fatores de risco, sintomas, diagnóstico precoce, tratamento. Teresa Almodôvar, diretora do Serviço de Pneumologia, descreve o essencial para estar alerta sobre o cancro do pulmão.

O Dia Mundial do Cancro de Pulmão assinala-se anualmente a 1 de agosto e tem como objetivo a consciencialização e apoio às pessoas com cancro do pulmão.

Em Portugal, em 2020, foram diagnosticados mais de 5.000 casos novos de cancro do Pulmão. O tempo decorrido entre o início dos sintomas e a primeira consulta com o médico assistente varia entre quatro e dez meses; no momento do diagnóstico mais de 60% dos doentes estão em fase avançada do cancro e apenas 16% dos doentes sobrevivem mais de cinco anos após o diagnóstico; o fumo do tabaco é a causa mais frequente (85 a 90% dos casos) de cancro do pulmão. Outras causas incluem a exposição ao fumo do tabaco em segunda mão, a radão, asbestos e a poluição atmosférica.

Para combater esta doença temos de diminuir o número de pessoas que fumam e implementar o diagnóstico e tratamento precoces.

Os sintomas que levam a suspeitar de cancro do pulmão são:

  •  Tosse persistente ou alteração das suas características habituais;
  •  Expetoração mucosa (branca) ou mucopurulenta (amarelada) persistente acompanhando a tosse;
  •  Expetoração com sangue ou com fios de sangue que persiste dias ou semanas;
  •  Dor torácica desconfortável e intermitente;
  •  Cansaço progressivo;
  •  Falta de apetite e perda de peso.

 

Quando algum destes sintomas aparece a pessoa deve dirigir-se ao médico para efetuar os exames necessários, sem esperar.

Mas nem tudo é mau e os últimos 10 anos trouxeram novidades na investigação, diagnóstico e tratamento que dão esperança para as pessoas com cancro do pulmão.

Pela primeira vez, regista-se diminuição do crescimento do número de novos casos de cancro do pulmão (à custa da diminuição do diagnóstico nos homens, lamentavelmente nas mulheres mantem-se o crescimento da incidência).

Parece ser possível um screening para o cancro do pulmão, que poderá diminuir o número de mortes por esta causa, e a importância do diagnóstico precoce e da atenção aos sintomas mais frequentes (tosse, dor no peito, escarro com sangue persistente, cansaço e falta de apetite e emagrecimento).

Nesta década, pela primeira vez, verifica-se aumento do tempo de vida nos doentes diagnosticados em fase avançada da doença devido ao aparecimento de novos tratamentos, nomeadamente imunoterapia.

Maria Teresa Almodôvar
Diretora do Serviço de Pneumologia do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil

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