Centro de Investigação

Coordenador: Dr. José Cabeçadas
Localização: Pavilhão Central, piso 2
Telefone: 217229800 /Ext. 1106 (Custo de chamada para a rede fixa nacional)
E-mail: centroinvestigacao@ipolisboa.min-saude.pt

O Centro de Investigação (CI) promove o desenvolvimento de atividades de investigação básica, clínica e translacional em áreas prioritárias da oncologia, de acordo as prioridades assistenciais do Instituto e do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, estimulando a colaboração entre os vários serviços do IPO Lisboa e entidades congéneres e académicas nacionais e internacionais. Incentiva e apoia a formação dos colaboradores (profissionais de saúde e de investigação) e dinamiza a realização de ações de formação em diversas áreas de investigação. O IPO Lisboa tem uma dotação financeira específica anual para financiamento de projetos de investigação. Ao Fundo de Apoio à Investigação podem apenas candidatar-se profissionais do Instituto, com projetos que se enquadrem nas áreas de investigação prioritárias, que são anualmente aprovadas pelo Conselho de Administração, sob proposta do Conselho de Investigação.

Para divulgar os projetos de investigação, ensaios clínicos e outras publicações desenvolvidos por médicos, farmacêuticos, investigadores e outros profissionais de saúde, todos os anos é publicado o Anuário da Atividade Científica.

As áreas prioritárias de investigação são:

Predisposição familiar e cancro;

Neoplasias raras;

Terapêuticas combinadas;

Terapêuticas personalizadas;

Cancro prevenível.

 

Desde 2013, o IPO Lisboa integra a Unidade de Investigação (UID) iNOVA4Health, um consórcio financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) liderado pelo Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (iBET), à qual se juntam a Nova Medical School (FCM|NMS-UNL) e o Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier (ITQB-UNL), com a missão de alcançar a excelência na área da investigação básica, aplicada, pré-clínica e clínica, assente no trabalho colaborativo a nível nacional e internacional. No âmbito desta UID, o IPO Lisboa coordena a Linha Temática Cancro abrangendo os Programas de Investigação em: i) Vias de agressividade tumoral, e ii) Risco Familiar de Cancro; tendo como ambição moldar o futuro da prática clínica em oncologia contribuindo para uma melhor estratificação dos doentes.

A manutenção do nível de classificação desta UID como “Excelente” atribuído em 2019 pela FCT possibilitou, em 2020, a inclusão do IPO Lisboa no Laboratório Associado LS4FUTURE – Life Sciences for a Healthy & Sustainable Future (anteriormente conhecido por LAO – Laboratório Associado de Oeiras), não só reforçando a sua parceria histórica com o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), mas aliando-se também agora às UID MOSTMICRO-ITQB e GreenIT-iBET. Dedicado às Ciências da Vida e centrado na visão de “Uma só Saúde”, o LS4FUTURE pretende ambiciosamente contribuir para um “futuro mais sustentável para a Humanidade e para o planeta”. No âmbito desta UID, o IPO Lisboa co-coordena a Linha Temática Mecanismos de Doença para uma Medicina de Precisão que abrange os tópicos: i) Envelhecimento ativo e saudável, ii) Medicina personalizada e biomarcadores, e iii) Novas terapias e abordagens farmacológicas.

2022 em números

258

PROJETOS DE INVESTIGAÇÃO

189

ESTUDOS OBSERVACIONAIS

69

ENSAIOS CLÍNICOS

262

ARTIGOS CIENTÍFICOS

História

A investigação está no ADN do IPO desde a sua origem, em 1923. O fundador, Francisco Gentil, defendeu sempre que um Instituto para o Estudo do Cancro – assim se chamava o IPO – não faria sentido sem a componente de investigação e que o Instituto teria de se empenhar na busca de soluções para a doença oncológica, apostando no estudo e tratamento do cancro, promovendo pesquisas científicas, fazendo publicações, organizando uma biblioteca especial e investindo em laboratórios de investigação científica.

 

Para conhecer a história da investigação no IPO e a dos seus protagonistas consulte o livro «IPO Lisboa – 90 anos a investigar», da autoria do professor Edward Limbert.

 

Curiosidade

O primeiro estudo científico sobre cancro em Portugal foi uma investigação epidemiológica transversal sobre a sua prevalência, realizada no princípio do século XX por professores da Faculdade de Medicina de Lisboa, nomeados pelo Ministério do Reino.

Foi realizado a partir dos boletins de consulta do Hospital de São José e de um inquérito enviado aos médicos municipais. Desse inquérito constavam elementos de identificação, de localização da doença e da história familiar. Focavam também a possibilidade de contágio. Os resultados deste estudo foram apresentados em 1908, em Bruxelas, tendo tido enorme êxito. ​

Nessa altura, o cancro passou a ser um tema com interesse médico crescente e na linha da frente estava Francisco Gentil. Foi por iniciativa do jovem professor que surgiu a primeira consulta para doentes cancerosos no Hospital Escolar de Santa Marta, em 1912. Três anos depois, em 1915, fundou a secção de estudos cancerológicos na Clínica Cirúrgica da Faculdade de Medicina de Lisboa. Em 1923, fundou o IPO.