Cancro do Rim
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Cancro do Rim

O tumor do rim, chamado de carcinoma de células renais, representa cerca de 2 a 3% de todos os tumores, e o aparecimento de novos casos é maior nos países ocidentais. Existe um predomino no sexo masculino (1,5 homens: 1 mulher) com um pico de incidência na sexta década de vida.

 

Existem vários factores de risco conhecidos, como por exemplo: o tabaco, a obesidade, a hipertensão arterial e a existência de familiares diretos com carcinoma de células renais. Há medidas de proteção conhecidas que incluem a cessação tabágica e a diminuição de peso em casos de obesidade.

 

Em 3 a 5% dos casos o tumor renal é transmitido de forma familiar através de genes que passam de pais para filhos. Surge em idades mais precoces (quarta e quinta décadas de vida) e pode afectar os dois rins ou ter vários focos dentro do mesmo rim.

 

Atualmente, com a maior facilidade de realização de exames de imagem como a ecografia e a tomografia computorizada (TC), a maioria dos tumores do rim são diagnosticados de forma acidental, quando é realizado um exame de imagem para investigação de queixas não relacionada com o tumor do rim. Isto acontece porque em estádios iniciais estes tumores não apresentam sintomas. Em estádios mais avançados podem cursar com dor lombar, sangue na urina e massa abdominal palpável ou visível. Por vezes podem existir sintomas relacionados com substâncias produzidas pelo tumor como por exemplo febre, anemia ou alterações das análises da função hepática. Em estádios avançados o tumor pode disseminar e crescer no fígado, no pulmão ou no osso.

 

O diagnóstico é realizado através de exames de imagem, habitualmente TC com contraste ou ressonância magnética nuclear, que permitem visualizar um nódulo renal suspeito de malignidade. Por vezes pode ser difícil de avaliar se o nódulo visualizado é maligno ou benigno. Nestes casos pode ser necessário realizar uma biópsia, que nem sempre é conclusiva, ou de proceder à sua remoção cirúrgica.

 

Dependendo das dimensões do tumor, da sua localização e da função renal, opta-se por remoção apenas do tumor ou pela remoção de todo o rim. Em casos de doentes com idades avançadas e tumores pequenos, com tumores múltiplos ou com rim único, pode, por vezes, optar-se por um tratamento minimamente invasivo, que implica a colocação de agulhas no interior do tumor e a utilização de crioterapia para fazer a ablação das células malignas.

 

Quando a doença se encontra disseminada, a cirurgia só é curativa no caso de se conseguirem remover todos os implantes do tumor. Contudo, em casos selecionados opta-se por realizar cirurgia paliativa porque, embora não seja curativa, parece ter impacto na resposta à terapêutica seguinte e na sobrevida.

 

Estes tumores não respondem à quimioterapia, pelo que, nos casos de doença avançada, o tratamento passa pela realização de imunoterapia ou de fármacos inibidores da angiogénese.
A radioterapia pode ter algum papel no caso de doença óssea ou cerebral.

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