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Cancro do Canal Anal

O canal anal é a parte final do intestino grosso, abaixo do reto, por onde saem as fezes.
Existem diferentes tipos de cancro do canal anal. O mais frequente (cerca de 80 por cento dos casos) é o carcinoma pavimento-celular, que se desenvolve a partir de células que revestem o canal anal.

 

Como tratar ?

 

Há vários tratamentos disponíveis para os doentes com este tipo de tumor. A escolha depende do estado geral de cada doente, do estádio do tumor, do local onde se encontra e da sua disseminação, ou não, para os gânglios linfáticos.

 

Na maior parte dos casos, os tratamentos com quimioterapia e radioterapia são suficientes para controlar a doença, mas em algumas situações é necessário operar.

 

A cirurgia pode curar o cancro do canal anal desde que seja possível remover todos os tecidos invadidos pelas células tumorais. A técnica cirúrgica a adotar depende das características do tumor, da localização e tamanho.

 

Se o tumor for pequeno e localizado faz-se uma resseção local (remove-se o tumor e parte do tecido saudável) e preservam-se os músculos do esfíncter.

 

A cirurgia também pode ser efetuada através de uma incisão mediana (laparotomia) ou através de quatro pequenas incisões (laparoscopia) no abdómen e por uma incisão no períneo, para remoção do canal anal – é a chamada resseção abdomino-perineal. É necessário fazer uma ostomia – abertura artificial na parede do abdómen – para saída dos gases e das fezes (denominada colostomia).

 

Por vezes, pode ser necessário remover os gânglios inguinais (localizam-se na parte de cima da coxa, junto à virilha) e/ou os gânglios ilíacos ou obturadores (junto da bacia). Esta técnica chama-se linfadenectomia ou esvaziamento ganglionar.

 

Há ainda algumas situações em que, devido à localização do tumor, pode ser necessário remover parte da vagina e/ou do útero e ovários (na mulher) ou a próstata (no homem).

 

 

Após a cirurgia

 

Para a realização da cirurgia do canal anal, o período de internamento varia entre os cinco e os oito dias, mas poderá ser prolongado. Por vezes, quando o intestino demora a funcionar, poderá ter de receber nutrição por uma veia até que possa comer e beber normalmente.

 

COMPLICAÇÕES

 

Pós-operatório imediato

  • Trânsito intestinal lento ou parado (íleos)
  • Hemorragia
  • Infeções
  • Abertura da sutura da parede abdominal ou do períneo (evisceração)

 

Pós-operatório tardio

  • Hérnia incisional abdominal, da colostomia ou do períneo
  • Disfunção urinária
  • Disfunção sexual
  • Obstrução intestinal

 

As infeções podem, geralmente, ser tratadas com antibióticos, mas algumas complicações podem necessitar de outra cirurgia.

 

 

Adaptação

 

As pessoas com colostomia necessitam de um saco para recolha das fezes, mas podem fazer uma vida praticamente normal desde que tenham os cuidados necessários, que são ensinados por profissionais especializados.

 

No IPO Lisboa existe uma consulta de estomaterapia, com enfermeiros especializados que ajudam o doente a adaptar-se a esta nova realidade.

 

No que respeita à alimentação, poderá ser necessário fazer alguns ajustes à sua dieta.

 

 

Prognóstico

 

Nem sempre é possível curar completamente o cancro do canal anal. Mas com os tratamentos disponíveis e com o apoio dos profissionais de saúde é sempre possível aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos doentes.

 

Dependendo do estádio em que o cancro do canal anal é diagnosticado, as taxas de sobrevivência dos doentes variam entre os 40 e os 70 por cento, passados cinco anos.

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