Cancro da próstata
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Cancro da próstata

O tumor da próstata é bastante comum, surgindo em dados europeus como o tumor mais frequente nos homens. Em 2012 foram diagnosticados cerca de 350.000 novos casos, representando cerca de 24% de todos os tumores na Europa.

 

A maioria dos cancros da próstata surge por volta dos 66 anos, em homens sem história deste tipo de tumores na família e onde não se consegue reconhecer uma predisposição genética. Contudo, sabe-se que homens de raça negra têm maior probabilidade de sofrer desta doença e de apresentar tumores mais agressivos. Quando a doença tem relação familiar, o que acontece em cerca de 9% dos casos, tende a aparecer em homens mais novos (6 a 7 anos antes da idade habitual).

 

Actualmente, não são conhecidos factores ambientais que aumentem o risco de cancro da próstata, pelo que não se preconizam medidas dietéticas ou preventivas deste tipo de tumor.

 

A próstata é um órgão que vai aumentando de volume ao longo dos anos, pelo que com o avançar da idade podem começar a surgir queixas urinárias como: jato urinário mais fraco, necessidade de urinar durante a noite ou de urinar frequentemente durante o dia. Estas queixas são habitualmente resultado de um aumento de volume da zona mais central da próstata e acometem a maioria dos homens a partir de uma certa idade. O tumor da próstata tem predisposição pela zona mais periférica da próstata (cápsula prostática) e nos estádios iniciais não cursa com queixas, sendo que estas só aparecem em estádios avançados da doença quando já existe crescimento local exuberante, invasão de órgãos adjacentes ou à distância.

 

O PSA, que pode ser avaliado através de uma análise ao sangue, é uma proteína produzida pelas células da próstata que pode estar aumentada em várias situações benignas (inflamação e aumento do volume da próstata) bem como em casos de doença maligna. Desta forma, quando o valor de PSA se encontra aumentado, este deve ser observado por um médico de forma a avaliar a probabilidade de existir tumor da próstata.

 

Quando há suspeita de tumor maligno da próstata, o diagnóstico é realizado através de uma biópsia prostática. Esta biópsia é realizada por via transretal, com ajuda de uma sonda de ecografia que permite ver a próstata e retirar vários fragmentos de tecido prostático, de forma a realizar ou a excluir o diagnóstico de tumor maligno.

 

O tumor da próstata tem um espectro muito grande, desde os tumores de muito baixo risco até aos tumores de alto risco e disseminados. De acordo com o valor do PSA e do resultado da biópsia, poderá ser necessário realizar exames de estadiamento: ressonância magnética nuclear, tomografia computorizada e cintigrafia óssea. Cada doente deve ser avaliado de forma individual e, após a realização dos exames necessários, devem ser discutidas as opções terapêuticas.

 

O tratamento deve ser adequado a cada situação e a cada doente, havendo por vezes várias opções terapêuticas que devem ser discutidas com o próprio doente. O tratamento pode passar por:

 

– cirurgia, que implica a remoção da próstata e das vesiculas seminais.
– radioterapia externa
– braquiterapia de baixa ou de alta taxa, realizadas em casos selecionados.
– hormonoterapia, utilizada para abrandar o crescimento do tumor através da diminuição da testosterona. Pode ser realizada conjuntamente com a radioterapia ou nalguns casos após realização de cirurgia. Pode também ser utilizada como tratamento único ou em conjunto com quimioterapia ou com terapêuticas mais recentes, em casos onde não é possível realizar tratamento com intenção curativa.

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