Cancro da Bexiga
Voltar

Cancro da Bexiga

Existem vários tipos de tumores que podem crescer na bexiga, dos quais o mais frequente é o tumor urotelial, que é o que se desenvolve a partir do tecido que reveste o interior da bexiga e das restantes vias urinárias (rim, ureter e a uma parte da uretra). O tumor da bexiga é três vezes mais frequente no homem do que na mulher, sendo o sétimo tumor mais comum no sexo masculino e o décimo primeiro no sexo feminino.

 

Este tumor tem um pico de incidência na sexta e sétima décadas de vida e pode aparecer em qualquer pessoa, sabendo-se contudo que o tabaco é um factor de risco importante, responsável por 50% dos casos. Outros factores de risco incluem a exposição ocupacional a aminas aromáticas como acontece, por exemplo, com os pintores, os trabalhadores das indústrias de borracha, papel, tinta, corantes, couro, gás, têxtil, bem como com as cabeleireiras e as empregadas de limpeza que manipulam produtos químicos.

 

O sintoma mais frequente deste tumor é o aparecimento de sangue na urina. Podem ainda existir sintomas urinários, como por exemplo: vontade de urinar muitas vezes ao dia, dor e ardor ou dificuldade em urinar.

 

Quando existem queixas urinárias deve pedir-se uma análise de urina para excluir infecção urinária, uma vez que esta também pode cursar com queixas urinárias e com a presença de sangue na urina. A ecografia dos rins e da bexiga pode ajudar no diagnóstico de polipos vesicais, contudo, quando persistem dúvidas deve ser realizada uma cistoscopia, que é um exame que permite observar a bexiga por dentro.

 

Sempre que há um pólipo vesical, o doente deve realizar uma cirurgia endoscópica, na qual é colocado um aparelho através da uretra que vai permitir a visualização de toda a bexiga e a remoção das lesões visíveis. É através da análise das lesões removidas que é possível realizar o diagnóstico do tipo de tumor bem como da sua profundidade.

 

Os tumores superficiais podem ser tratados somente com esta cirurgia, sendo por vezes necessário realizar tratamentos intra-vesicais de quimioterapia ou de BCG, que vão permitir diminuir o número de recidivas e a progressão tumoral. No caso de tumores profundos, com invasão da camada muscular da bexiga, o tratamento passa pela realização de uma cistectomia radical. Esta cirurgia implica a remoção da bexiga e a confecção de uma bolsa, utilizando ansas de intestino, que pode ser colocada no local previamente ocupado pela bexiga ou ligada à pele através de um estoma.

 

Quando o tumor invade estruturas da cavidade pélvica e não pode ser removido, ou quando já progrediu para outros órgãos, o tratamento passa pela realização de quimioterapia.

Utilizamos cookies para garantir que tem a melhor experiência no nosso site.

Se continuar a usar este site, assumiremos que está de acordo com a utilização de cookies