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Unidade de Transplante de Medula

Prof. Doutor Manuel Abecasis

Diretor

Elsa Oliveira

Enfermeira chefe

Internamento

Pavilhão de Rádio, piso 3

E-mail

utm@ipolisboa.min-saude.pt

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Os transplantes de medula óssea, que permitem tratar pessoas com determinado tipo de leucemias e outras doenças graves do sangue e do sistema imunitário, são feitos nesta unidade. Também são designados como transplantação de células progenitoras hematopoiéticas, dado que estas nem sempre são obtidas na medula óssea.

 

O Serviço de Transplantação de Progenitores Hematopoiéticos, também chamado Unidade de Transplante de Medula (UTM), foi o primeiro a ser criado no país, em 1987, e é um centro altamente diferenciado e especializado na colheita e transplantação de células da medula.

 

Recebe crianças e adultos para transplantação autóloga ou auto-transplante (quando as células são colhidas do próprio doente), e alogénica (com recurso a dadores saudáveis – familiares ou não relacionados, inscritos num “banco” nacional ou internacional de dadores).

 

Em Portugal, toda a atividade relacionada com a dádiva e receção de medula óssea está centrada no CEDACE – Registo Nacional de Dadores Voluntários de Medula Óssea, organismo com o qual o IPO Lisboa trabalha em estreita colaboração.

 

 

COLHEITA DE CÉLULAS

 

A colheita de células para transplante é feita no Bloco Operatório (no caso de medula óssea, sob anestesia geral), ou no Hospital de Dia, quando é por citaferese (colheita feita em sangue periférico, através de um cateter ou de duas veias, não sendo necessária qualquer tipo de anestesia). A citaferese é atualmente a técnica mais comum.

 

No caso do transplante autólogo, as células são preparadas em laboratório e conservadas congeladas. Quando se trata de um transplante alogénico, as células, depois de colhidas, são administradas ao doente sem necessitarem de congelação prévia. Em ambos os casos são administradas ao doente como se fosse uma transfusão de sangue.

 

Os dadores são também avaliados para garantir o seu excelente estado de saúde antes da colheita, de forma a reduzir ao mínimo os riscos associados ao procedimento.

 

 

ISOLAMENTO

 

Antes (tratamento pré-transplante) e depois do transplante, os doentes são internados em “isolamento” – quartos especiais, em que o ar é filtrado e renovado várias vezes por hora. Todo o material que entra nestes quartos é esterilizado ou desinfetado e ninguém pode entrar sem usar barrete, máscara, bata e capas para sapatos. São medidas de proteção rigorosas para diminuir o risco de infeções – depois do tratamento, a capacidade do organismo para se defender fica muito reduzida.

 

 

No IPO Lisboa também realizamos:

 

-» transplantes não mieloablativos ou de intensidade reduzida. São alotransplantes, especialmente concebidos para doentes em que se pretende reduzir a toxicidade dos tratamentos porque a situação clínica do doente desaconselha o procedimento convencional, baseado em doses muito elevadas de quimioterapia. Em alguns casos, é possível realizá-lo sem internar o doente.

 

-» transplantes em ambulatório. Em casos selecionados, os doentes são transplantados sem necessidade de internamento, o que é possível graças ao apoio do Hospital de Dia, que funciona todos os dias, das 8h00 às 23h00, e à disponibilidade da equipa do Serviço.

 

-» fotoferese extracorporal. Técnica utilizada para tratamento de uma complicação frequente do transplante alogénico, conhecida por doença do enxerto contra hospedeiro, é realizada no Hospital de Dia. São frequentes as solicitações para tratar doentes transplantados noutros hospitais.

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