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19 de Agosto 2019

«A certificação é uma responsabilidade, só podemos continuar a melhorar»

O IPO Lisboa é o primeiro hospital português com certificação da Direção Geral de Saúde, de acordo com o modelo da Agencia Calidad Sanitaria de Andalucia.

Parece simples, mas foi um desafio enorme e o Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO Lisboa) e os seus profissionais conseguiram atingir o objetivo a que se propuseram: o IPO Lisboa é o primeiro hospital português com acreditação da Direção Geral de Saúde (DGS), de acordo com o modelo da Agencia Calidad Sanitaria de Andalucia (ACSA).

Os Centros de Referência (cancros do cólon, reto e canal anal; esófago e estômago; sarcomas ósseos e das partes moles; testículo e oncologia pediátrica) foram igualmente certificados.
Para João Oliveira, presidente do Conselho de Administração do IPO Lisboa, a acreditação conferida pela DGS reflete o trabalho de aperfeiçoamento de processos e a melhoria das condições assistenciais, de investigação e de formação que o Instituto tem levado a cabo: «Todos os que trabalham no IPO sentem esta acreditação como o reconhecimento dos seus esforços pela melhoria do tratamento dos doentes e pelo progresso no conhecimento da doença oncológica.»

Mais do que uma distinção ou do que o cumprimento de uma meta, o presidente do IPO afirma que «esta certificação é uma responsabilidade. Se uma entidade externa reconhece a qualidade do Instituto, só podemos continuar a melhorar ainda mais o nível das nossas prestações. Não temos desculpa para fazer menos nem pior do que o que já atingimos.»

O processo de certificação do IPO Lisboa e dos cinco Centros de Referência pela DGS foi longo, exigente, desafiante e envolveu a generalidade dos trabalhadores do Instituto que, ao longo de dois anos, colaboraram ativamente com o grupo de trabalho responsável pela certificação.

O modelo ACSA
O modelo de certificação adotado pela DGS – modelo ACSA – baseia-se num processo que verifica e reconhece de que forma os cuidados de saúde prestados aos cidadãos estão de acordo com os padrões de qualidade nacionais e internacionais para a respetiva área de intervenção (hospitais, centros hospitalares, unidades de cuidados de saúde primários e de cuidados continuados integrados, centros de investigação, etc.) e com os eixos prioritários da Estratégia Nacional para a Qualidade em Saúde.

Segundo a DGS a adoção de um modelo nacional de certificação de unidades de saúde tem como objetivo favorecer e impulsionar a melhoria contínua dos cuidados de saúde prestados aos cidadãos no Serviço Nacional de Saúde, nas áreas clínicas, no relacionamento com os doentes e a comunidade, na cultura organizacional e processual, no desenvolvimento profissional e na formação contínua dos colaboradores. Tudo com o objetivo fundamental de impulsionar os hospitais a implementarem processos de gestão de melhoria da qualidade e de melhoria contínua.

Garante de qualidade
Os processos de acreditação e certificação (nacionais e internacionais) atestam a qualidade das organizações prestadoras de cuidados de saúde e promovem a sua melhoria contínua, consolidando uma cultura de qualidade e segurança e reforçando, ao mesmo tempo, a confiança dos cidadãos e dos profissionais nas instituições.

Em Oncologia, a avaliação da qualidade e da segurança é particularmente importante. O cancro é uma doença grave, afeta a sobrevivência e a qualidade de vida das pessoas e, por isso, a organização e o planeamento de cuidados de saúde nesta área são fundamentais.

O IPO Lisboa está empenhado na melhoria contínua da qualidade e da segurança dos cuidados que presta aos doentes, monitoriza os indicadores de gestão e clínicos, avalia resultados, é sujeito a rigorosas auditorias e inspeções externas.

Além da certificação pela DGS, o IPO Lisboa está acreditado como Clinical Cancer Center pela Organisation of European Cancer Institutes (OECI), o único organismo europeu habilitado para certificar a qualidade dos hospitais oncológicos; pela Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO) como Centro Integrado de Oncologia e Cuidados Paliativos; pela European Reference Networks Paediatric Cancer (PaedCan ERN), para o cancro pediátrico; e pela European Network for Rare Adult Solid Cancer (EURACAN), para cancros do canal anal, testículo e sarcomas das partes moles e ósseas.

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