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IPO Lisboa renova acreditação europeia como centro integrado de oncologia e cuidados paliativos

22 10 2018



O IPO Lisboa voltou a ser certificado pela Sociedade Europeia de Oncologia Médica como Centro Integrado de Oncologia e Cuidados Paliativos para o triénio 2019/2021. O anúncio foi feito este domingo, 21 de outubro, em Munique.
 

O IPO Lisboa voltou a ser acreditado pela Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO) como Centro Integrado de Oncologia e Cuidados Paliativos para o triénio 2019/2021. A acreditação foi comunicada oficialmente este domingo, 21 de outubro, durante o congresso da ESMO que decorre em Munique, na Alemanha, entre 19 e 23 de outubro.
 

Para renovação da certificação pela ESMO, que foi atribuída pela primeira vez em 2015, o IPO Lisboa apresentou uma nova candidatura que foi analisada por um grupo de trabalho, compostos por membros de vários países.

Os requisitos para a certificação como Centro Integrado de Oncologia e Cuidados Paliativos estão relacionados com a qualidade e com a filosofia dos cuidados prestados aos doentes: «Em oncologia, os cuidados paliativos devem ser prestados de forma integrada com os tratamentos dirigidos ao cancro e devem estar disponíveis ao longo de toda a trajetória da doença, não apenas no fim da vida, sendo extensíveis à família», afirma João Freire, oncologista e adjunto da Direção Clínica do Instituto.


Elementos da equipa de cuidados paliativos do IPO Lisboa, que integra profissionais de diferentes serviços.
Elementos da equipa de cuidados paliativos do IPO Lisboa, que integra profissionais de diferentes serviços.

Cuidados integrados
Para o médico, «a renovação da acreditação vem sublinhar a importância e reconhecer a qualidade do trabalho desenvolvido nesta área pelos profissionais do IPO Lisboa, mesmo por aqueles que não se dedicam exclusivamente aos cuidados paliativos, mas que têm um papel fundamental na articulação dos cuidados.»

No IPO Lisboa, os cuidados paliativos são prestados de forma integrada pelo Serviço de Oncologia Médica (que tem médicos, enfermeiras e assistente social com formação específica nesta área, para além da especialização oncológica) e pela Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos (EIHSCP), que é composta por médicos, enfermeiros, psicóloga e assistente social e acompanha os doentes mais complexos durante o período de internamento. O IPO também dispõe ainda de dez camas de internamento em cuidados paliativos na Unidade de Cuidados Continuados Maria José Nogueira Pinto, em Cascais.

No Instituto, existe ainda um programa específico para a pediatria, que é coordenado pela pediatra Ana Lacerda e que assenta na mesma filosofia de integração dos cuidados paliativos no plano de cuidados ao doente.

 

O IPO também dispõe de uma Unidade de Assistência Domiciliária (UAD) que presta cuidados paliativos a doentes e famílias residentes no concelho de Lisboa. Para Madalena Feio, a médica que coordena a EIHSCP e a UAD, o objectivo dos cuidados paliativos é assegurar a melhor qualidade de vida possível aos doentes e à sua família: «O doente oncológico é paradigmático na sua necessidade de cuidados paliativos na fase de doença avançada, pela elevada prevalência de sintomas e pelo sofrimento físico, psicológico e espiritual, tanto do próprio doente como dos seus familiares.»

Desde 2003, ano em que a ESMO iniciou o programa de acreditação em cuidados paliativos integrados em oncologia, foram distinguidos 236 hospitais, número que já inclui 20 novos membros anunciados na conferência de Munique, onde pela primeira vez estão incluídas instituições do Japão, Dinamarca, Estônia e Catar.

Em Portugal, o IPO Lisboa foi o primeiro hospital do Serviço Nacional de Saúde a obter este certificado de qualidade.


 
   

 
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