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IPO Lisboa é cada vez mais uma referência na oncologia

05 05 2017


Os objetivos prioritários do IPO Lisboa para 2017 mantêm o fio condutor do último ano. Reforçar a visibilidade das clínicas multidisciplinares, requalificar a estrutura física, afirmar a investigação, garantir a sustentabilidade económico-financeira e reforçar a marca IPO foram as metas apontadas pelo Conselho de Administração na apresentação do Relatório de Gestão e Contas de 2016 e do Plano de Atividades de 2017.

«O ano de 2017 vai ser de continuidade no IPO Lisboa.» Foi com a perspetiva de prosseguir o trabalho que tem vindo a ser realizado no Instituto que Francisco Ramos, presidente do Conselho de Administração (CA), iniciou a apresentação do Relatório de Gestão e Contas de 2016 e do Plano de Atividades de 2017.

Os desafios colocados ao Serviço Nacional de Saúde nos últimos anos obrigaram a processos de ajustamento e a uma grande redução da despesa pública, mas o IPO Lisboa conseguiu reforçar o seu papel como hospital de referência na prestação de cuidados multidisciplinares e diferenciados a doentes oncológicos: «Em 2016 mantivemos a trajetória de crescimento dos recursos humanos, registamos um ligeiro crescimento de atividade, com exceção da cirurgia, e tivemos um aumento significativo de primeiras consultas. A estabilidade no plano de tratamento dos doentes permitiu-nos ganhos de produção, sendo o crescimento mais notório nas consultas pois estas são mais flexíveis. O IPO recebe um quarto dos doentes da região sul do país», destacou Francisco Ramos.

Na apresentação dos resultados de 2016 – ano em que a despesa do IPO ascendeu a 133,5 milhões de euros e os proveitos a 125,3 milhões de euros - o presidente do CA apontou o enorme aumento do custo dos medicamentos (37 milhões de euros) e do transporte de doentes (7,1 milhões de euros) como os principais desafios em termos orçamentais, dizendo que «terão de ser implementadas medidas de gestão para reduzir a despesa» naquelas categorias.

No que respeita a investimentos efetuados em 2016, Francisco Ramos disse que foi um ano de preparação de intervenções estratégicas a executar este ano e que visam a modernização e o aumento da capacidade de resposta do bloco operatório, da unidade de transplante de medula e do serviço de imunohemoterapia. O ano passado ficou ainda marcado pelo reforço do ambulatório, com a requalificação e ampliação do hospital de dia de pediatria e dos gabinetes de consulta no edifício da escola de enfermagem, e pelo investimento na transformação nos sistemas de informação administrativos e clínicos, que culminou com a entrada em funcionamento dos programas Sonho 2 e SClínico.

Quanto ao ano em curso, Francisco Ramos espera que venha a ser «de grande atividade» e apontou como principais objetivos estratégicos a reorganização da estrutura de prestação de cuidados em torno de clínicas multidisciplinares; a requalificação da estrutura física e o aumento da capacidade instalada; a afirmação da investigação clínica autónoma como componente essencial das boas práticas em oncologia; o aumento da eficiência, focado no controle dos custos, e o reforço da marca IPO.

O presidente do IPO destacou os principais investimentos do Plano de Atividades de 2017, nomeadamente a aquisição de mais um acelerador linear para a radioterapia (o sétimo) e de um equipamento de TAC para a radiologia; a criação de uma unidade de endoscopia avançada (ORL, gastrenterologia e pneumologia); os investimentos numa nova central térmica e energética, num novo hospital de dia de adultos, na modernização tecnológica dos laboratórios, entre outros. Quanto às obras do bloco operatório, da UTM e do Serviço de Imunohemoterapia, Francisco Ramos disse que todas vão começar em breve.
«Todos estes projetos têm financiamento comunitário, mas nenhum é financiado a cem por cento. O IPO terá de despender o restante, mas é sem dúvida uma ótima oportunidade para melhorar e modernizar o Instituto».


 
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